segunda-feira, 17 de junho de 2013

Tema de campanha da Fiat vira trilha sonora de manifestantes



 reportagem de Ana Paula Hinz - Mundo do Marketing.

A Fiat acabou se associando indiretamente aos recentes protestos promovidos por estudantes e partidos de esquerda contra o aumento das passagens de ônibus. Um vídeo editado com cenas dos protestos em São Paulo utiliza a música “Vem pra Rua”, de uma campanha da montadora, e está gerando repercussão na web. No refrão, canta-se “vem vamo pra rua, pode vir que a festa é sua, que o Brasil vai tá gigante, grande como nunca se viu” e a marca usa também a hashtag #vemprarua, como parte de suas ações para a Copa das Confederações 2013.

Procurada pela reportagem do Mundo do Marketing, a marca informou não ter qualquer posicionamento a respeito do vídeo promovido na web e que todas as ações ligadas à campanha até o momento prosseguem normalmente. Nos comentários postados nas redes sociais, as opiniões se dividem: enquanto alguns internautas pedem que a empresa apoie o movimento, outras duvidam dos benefícios entre a associação da montadora com uma causa política.

Em um momento em que marcas são mais cobradas por um posicionamento que vá além de questões puramente mercadológicas, é preciso entender como isso impacta em seus públicos de interesse antes de tomar uma decisão. "Este é o primeiro passo para iniciarmos uma crise de comunicação. Se não acompanharmos como as pessoas estão reagindo a isso, fica difícil tomar qualquer tipo de solução. As marcas já entendem que ignorar a opinião pública pode ser muito prejudicial. Esta não se comporta como consumidor e monta uma imagem da empresa a partir de fragmentos. Logo, a opinião pública não faz análise: ela julga, se une e se manifesta. Para as empresas, trabalhar no mercado não é mais dialogar apenas com o seu consumidor, mas com outros stakeholders, incluindo a opinião pública", explica Eduardo França, Professor da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

As empresas que monitorarem a opinião pública e entenderem como isso impacta os seus públicos-alvo poderão se posicionar com mais segurança. "As marcas devem estar atentas a isso. Quando o Zeca Pagodinho rompeu o contrato com a Nova Schin e voltou para a Brahma, fizemos uma pesquisa na ESPM que mostrou que boa parte do público não se incomodou. O que poderia ser um voto a favor da Nova Schin, na verdade não foi, pois a opinião pública não ficou incomodada com a suposta traição", lembra Eduardo França.

Em relação ao posicionamento político das marcas, o professor da ESPM acredita ser um movimento inevitável, como já foi visto em outros países. "As marcas que se colocarem ao lado da sociedade sairão ganhando. Claro que é uma decisão forte, por isso é fundamental monitorar como as pessoas estão reagindo, e como isso influencia os públicos de relacionamento do negócio. Sem este monitoramento fica difícil pensar estrategicamente em qualquer situação", argumenta França, em entrevista ao portal. Assista ao vídeo abaixo:




terça-feira, 11 de junho de 2013

Pegadinha da Adobe faz Photoshop ao vivo no ponto de ônibus



Você está parado no ponto de ônibus e, rapidamente, sem nenhum aviso, aparece estampado na publicidade ao lado. Em Estocolmo, uma ação da Adobe para mover o seu Creative Day, fez exatamente isso.

A pegadinha de Photoshop ao vivo envolvia uma van com fotógrafo escondido e Erik Johansson manipulando as fotos na hora para serem exibidas no ponto de ônibus.

Com quase 10 milhões de views, a ação já se tornou um hit online. Criação da agência sueca Abby Norm.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

#PubLooShocker: A pegadinha publicitária mais brutal que você já viu



A propaganda-pegadinha ganhou contornos nunca antes vistos nesse primeiro semestre de 2013. São diversas ações das mais variadas marcas, geralmente em espaços públicos, que se atingem poucas pessoas no momento da execução, podem acumular milhões em audiência online.

Limite (ou a falta dele), aliás, é uma palavra que vem bem a calhar nesse exemplo da ONG britânica Think!. Eles tem o histórico de chocar em suas campanhas, mas dessa vez o choque pode ser fatal.

Uma ação para falar dos perigos de beber e dirigir utiliza uma ideia brutal no banheiro de um pub. É uma variação hardcore dessa outra realizada pela MINI. A única pergunta é: E se fosse com você?

Criação da Leo Burnett, que redefiniu o significado de “propaganda impactante”.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Alcoólicos Anônimos coloca som nos coolers de garrafa de cerveja





Mais uma ação de bar pra Cannes, você deve pensar, mas pelo menos essa tem a desculpa do Alcóolicos Anônimos em uma criativa intervenção num objeto do dia a dia (dos cervejeiros).

O cooler usado nos bares para manter a cerveja gelada, também popularmente conhecido como “camisinha de garrafa”, já é normalmente utilizado como mídia, mas não dessa maneira. Aqui uma artimanha sonora chama a atenção dos consumidores de forma impactante.

Ao virar a garrafa, o cooler faz som de batida de carro, trazendo a mensagem do AA na parte de baixo.

Criação da JWT Brasil.


terça-feira, 4 de junho de 2013

Coca-Cola lança latinha de refrigerante dividida ao meio




A Coca-Cola já fez vending machine de tudo quanto é jeito como maneiras de compartilhar o refrigerante. Tem a que pede abraço, a magrinha, a que une países, uma com missão James Bond, a que dá refrigerante pra quem cantar ou dançar, entre outras.

Agora a marca inventou a lata para dividir. Tão simples quanto isso. A embalagem é dividida ao meio, para você dar uma metade para alguém e compartilhar a alegria.

Criação da Ogilvy Paris.