É verdade que faz tempo que Joel Santana – cada vez mais folclórico – não consegue se firmar como técnico de nenhum clube brasileiro, mas pelo menos seu inglês inigualável sobrevive. A piada, já utilizada pela Pepsi no começo do ano passado, foi reciclada mais uma vez pela Procter & Gamble.
A ideia foi usar o técnico para ensinar a pronuncia do shampoo Head & Shoulders, destacando suas propriedades anti-caspa. E funcionou. É um tipo de humor que ao menos dá algum sal para o discurso sempre expositivo e auto-elogioso dos comerciais de P&G.
Operadora de celular sugere que pessoas experimentem coisas diferentes em comercial divertido
Gatos sempre passam uma impressão de estarem entediados com o mundo, com aquela inconfundível expressão blasé que inspirou histórias como a de HenriLeChatNoir, entre outras. Esse marasmo todo também foi, durante algum tempo, o suficiente para o gato que estrela a campanha da operadora de celular O2. Até o dia em que ele resolveu se arriscar e experimentar as vantagens de se viver como um cão.
É daí que se seguem corridas atrás de carros, intermináveis perseguições a seu próprio rabo, mergulhos e até mesmo sentir o vento batendo em passeios de carro. Mas talvez nada se compare a descoberta do verdadeiro significado de viver a vida:
“CARPE DIEM. SIGNIFICA: PEGUE O FRISBEE.”
O divertido comercial defende a ideia de que é preciso se arriscar para vivenciar novas experiências, e que isso pode ser gratificante. Seja um gato que abre mão do tédio para viver como um cão, seja uma pessoa que decida trocar a operadora de celular. Tudo isso ao som de Flash, do Queen, que certamente torna qualquer experimento muito mais legal. Seria melhor ainda se tivesse um making of…
A criação é da agênciaVCCP, com produção da Caviar e direção de Keith Schofield, que também dirigiu The Bark Side of the Moon.
Pensando em transformar sua garrafa em objeto de decoração, a Skol vai lançar a coleção Skol Design. É um embalagem de alumínio que pode ser transformada em luminária, relógio, galheteiro, castiçal ou vaso após o consumo da cerveja.
Em edição limitada, as garrafas trazem estampas que traduzem a identidade visual da marca de forma sutil, incentivando o uso decorativo em casa. A divulgação, que conta com peças de mobiliário urbano e ações em redes sociais, inclui também o bom comercial acima.
Apesar de ser uma boa iniciativa em relação ao contato com o consumidor, creio que a Skol não tem apelo suficiente para acreditar ser objeto de desejo do consumidor, a ponto de cobrar R$179,90 pelo kit completo da promoção, entretanto a ideia é muito boa.
Planet Fitness garante que é diferente das outras em filmes criados pela Red Tettemer + Partners
Segunda-feira é o dia mundial dos começos: começos de dietas, de atividades físicas, de retomar aquele projeto de entrar em forma… Fato é que nem todo mundo gosta de frequentar academias (e entre os que dizem que sim, muitos mentem). Há várias razões para isso, duas delas narradas nos filmes que a Red Tettemer + Partners criou para a rede Planet Fitness.
Quem nunca, por exemplo, se deparou com um instrutor metido a sargento, que simplesmente não está interessado nos objetivos do cliente, apenas em forçá-lo a ultrapassar limites? Ou ainda fez uma aula de yoga e ficou convencido de que era um peixe fora d’água, com todo mundo sentindo o corpo “eliminar as toxinas” e você lá, com cara de ué?
Os dois filmes são legais ao criar esta identificação com quem sofre em academias, mas falham em mostrar porque a Planet Fitness é diferente. Sério, eles acham que as pessoas vão se convencer apenas com a palavra deles? Talvez seja necessário um pouco mais para fazer alguém traumatizado com academias levantar do sofá.
Comercial de shake de proteínas simula masturbação
Se você já viu alguém “agitando antes de beber” qualquer coisa, é capaz de a ideia do novo filme da agência The 7th Chamber para o Goodness Protein Shakes já ter passado pela sua mente. O produto em questão é um shake de proteínas que não precisa ser chacoalhado, o que provavelmente vai evitar as situações embaraçosas aqui retratadas.
O filme, que tem todos os predicados para viralizar, caminha pela linha tênue que separa a genialidade da escrotice. É claro que haverá quem ache que é uma coisa e quem ache que é outra, mas o mais legal é que a agência arriscou e o cliente topou fazer algo diferente das tradicionais campanhas do segmento.
A ideia de confundir o público, entretanto, não é nova, e foi usada desta exata maneira há pouco tempo, em um comercial de Marc Jacobs.