Comercial de shake de proteínas simula masturbação
Se você já viu alguém “agitando antes de beber” qualquer coisa, é capaz de a ideia do novo filme da agência The 7th Chamber para o Goodness Protein Shakes já ter passado pela sua mente. O produto em questão é um shake de proteínas que não precisa ser chacoalhado, o que provavelmente vai evitar as situações embaraçosas aqui retratadas.
O filme, que tem todos os predicados para viralizar, caminha pela linha tênue que separa a genialidade da escrotice. É claro que haverá quem ache que é uma coisa e quem ache que é outra, mas o mais legal é que a agência arriscou e o cliente topou fazer algo diferente das tradicionais campanhas do segmento.
A ideia de confundir o público, entretanto, não é nova, e foi usada desta exata maneira há pouco tempo, em um comercial de Marc Jacobs.
Canadenses geralmente já são adorados mundo afora, por serem considerados um povo muito de boa. Daí a cerveja Molson Canadian deu um jeito de transformar os caras em heróis longe de casa, e de quebra ainda ganhar um monte de amigos pelo mundo. Tudo isso usando geladeiras, cervejas e a nacionalidade canadense – o que incluiu a retomada do slogan “I am Canadian” de uma forma muito esperta.
A ideia foi espalhar refrigeradores lotados de Molson Canadian por cidades e regiões turísticas da Europa, como Londres, Bruxelas e norte da França. Trancada, apenas uma chave poderia abrir a geladeira: um passaporte canadense. Conforme ia juntando gente, a pergunta: “alguém aí é canadense?” Quem respondesse positivamente, levava na hora a cerveja, os amigos e a festa em torno disso tudo.
De certa maneira, a ação se propõe a reforçar o orgulho de ser canadense – especialmente a alguns dias do Canada Day -, mostra como muitos deles sentem saudades de casa – o mais engraçado é um cara que comenta que está com saudades do Canadá (homesick) e nem é canadense – e ainda consegue divulgar o produto de uma forma divertida e envolvente. Por outro lado, fica difícil não considerar a hipótese que os canadenses que aparecem para abrir o refrigerador estavam lá para isso mesmo.
No vídeo abaixo, você pode ver os bastidores de como a geladeira da Molson Canadian foi construída.
SÃO PAULO – A Fiat vai tirar do ar a campanha promocional criada para a Copa das Confederações. A empresa chegou a avaliar a possibilidade de mudar o slogan da campanha, mas anunciou na noite desta segunda-feira, 17, que a campanha se encerra no próximo sábado, ‘conforme programação original’.
A Fiat garante que o fim da campanha não foi antecipado. “Toda campanha tem data para começar e para terminar”, garantiu a assessoria de imprensa, diante da repercussão da notícia nas redes sociais após a divulgação pelo blog Radar da Propaganda, do Portal Economia & Negócios do Estadão.
A empresa garante que a campanha promocional vai continuar até as Olimpíadas de 2016, mas com outra trilha sonora. A primeira fase, com a música ‘Vem Pra Rua’, estava programada para terminar no próximo sábado, garantiu a empresa.
A campanha estava indo bem para a montadora, com uma música animada criada pelo compositor Falcão, do grupo ‘O Rappa’, destinada a convocar a torcida brasileira para ir às ruas torcer pelo Brasil. O refrão chama o povo para a rua, “porque a rua é a maior arquibancada do Brasil”.
O problema é que a letra casou perfeitamente com o movimento contra o aumento das tarifas de ônibus, que também convoca as pessoas para ir às ruas. A fábrica, segundo fontes, chegou a estudar a alternativa de trocar o slogan ‘Vem Pra Rua’ por ‘A maior torcida do Brasil’.
Uma montagem divulgada na internet, na noite de sexta-feira, transformou a canção em trilha sonora para uma montagem com imagens dos protestos violentamente reprimidos pela tropa de choque da Polícia Militar em São Paulo, na quinta-feira, 13. A montagem já tem mais de 170 mil vizualizações em três dias.
Em comunicado oficial, a Fiat informou que a campanha ‘Vem Pra Rua’ foi elaborada para “com foco único e exclusivo na Copa e na alegria e paixão que o futebol desperta nos brasileiros”.
Segundo a montadora, a campanha “se insere em uma ampla plataforma de comunicação para celebrar os muitos momentos esportivos que o Brasil vive no presente e nos próximos anos”.
Por fim a Fiat diz que “essa fase da campanha, planejada para a Copa das Confederações, encerra-se nos próximos dias, conforme programação original”.
A música procurava emocionar os torcedores com imagens de festa nas ruas e imagens de duas das grandes paixões nacionais, o automóvel e o futebol.
Desde o último fim de semana, porém, a música se transformou em uma versão moderna da música de Geraldo Vandré,’Pra Não Dizer que Não Falei das Flores’, que nos anos 60 e 70 também convocava a população para ir às ruas com o refrão ‘vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Nos protestos em todo o País, muitos jovens cantam a música de Falcão e até carregam cartazes com a palavra de ordem ‘vem pra Rua’, usada também para conectar fotos e vídeos nas redes sociais, como palavra-chave. Veja abaixo a versão original da campanha da Fiat.
reportagem de Ana Paula Hinz - Mundo do Marketing.
A Fiat acabou se associando indiretamente aos recentes protestos promovidos por estudantes e partidos de esquerda contra o aumento das passagens de ônibus. Um vídeo editado com cenas dos protestos em São Paulo utiliza a música “Vem pra Rua”, de uma campanha da montadora, e está gerando repercussão na web. No refrão, canta-se “vem vamo pra rua, pode vir que a festa é sua, que o Brasil vai tá gigante, grande como nunca se viu” e a marca usa também a hashtag #vemprarua, como parte de suas ações para a Copa das Confederações 2013.
Procurada pela reportagem do Mundo do Marketing, a marca informou não ter qualquer posicionamento a respeito do vídeo promovido na web e que todas as ações ligadas à campanha até o momento prosseguem normalmente. Nos comentários postados nas redes sociais, as opiniões se dividem: enquanto alguns internautas pedem que a empresa apoie o movimento, outras duvidam dos benefícios entre a associação da montadora com uma causa política.
Em um momento em que marcas são mais cobradas por um posicionamento que vá além de questões puramente mercadológicas, é preciso entender como isso impacta em seus públicos de interesse antes de tomar uma decisão. "Este é o primeiro passo para iniciarmos uma crise de comunicação. Se não acompanharmos como as pessoas estão reagindo a isso, fica difícil tomar qualquer tipo de solução. As marcas já entendem que ignorar a opinião pública pode ser muito prejudicial. Esta não se comporta como consumidor e monta uma imagem da empresa a partir de fragmentos. Logo, a opinião pública não faz análise: ela julga, se une e se manifesta. Para as empresas, trabalhar no mercado não é mais dialogar apenas com o seu consumidor, mas com outros stakeholders, incluindo a opinião pública", explica Eduardo França, Professor da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.
As empresas que monitorarem a opinião pública e entenderem como isso impacta os seus públicos-alvo poderão se posicionar com mais segurança. "As marcas devem estar atentas a isso. Quando o Zeca Pagodinho rompeu o contrato com a Nova Schin e voltou para a Brahma, fizemos uma pesquisa na ESPM que mostrou que boa parte do público não se incomodou. O que poderia ser um voto a favor da Nova Schin, na verdade não foi, pois a opinião pública não ficou incomodada com a suposta traição", lembra Eduardo França.
Em relação ao posicionamento político das marcas, o professor da ESPM acredita ser um movimento inevitável, como já foi visto em outros países. "As marcas que se colocarem ao lado da sociedade sairão ganhando. Claro que é uma decisão forte, por isso é fundamental monitorar como as pessoas estão reagindo, e como isso influencia os públicos de relacionamento do negócio. Sem este monitoramento fica difícil pensar estrategicamente em qualquer situação", argumenta França, em entrevista ao portal. Assista ao vídeo abaixo:
Você está parado no ponto de ônibus e, rapidamente, sem nenhum aviso, aparece estampado na publicidade ao lado. Em Estocolmo, uma ação da Adobe para mover o seu Creative Day, fez exatamente isso.
A pegadinha de Photoshop ao vivo envolvia uma van com fotógrafo escondido e Erik Johansson manipulando as fotos na hora para serem exibidas no ponto de ônibus.
Com quase 10 milhões de views, a ação já se tornou um hit online. Criação da agência sueca Abby Norm.