quinta-feira, 27 de junho de 2013

Agite antes de…




Comercial de shake de proteínas simula masturbação


Se você já viu alguém “agitando antes de beber” qualquer coisa, é capaz de a ideia do novo filme da agência The 7th Chamber para o Goodness Protein Shakes já ter passado pela sua mente. O produto em questão é um shake de proteínas que não precisa ser chacoalhado, o que provavelmente vai evitar as situações embaraçosas aqui retratadas.
O filme, que tem todos os predicados para viralizar, caminha pela linha tênue que separa a genialidade da escrotice. É claro que haverá quem ache que é uma coisa e quem ache que é outra, mas o mais legal é que a agência arriscou e o cliente topou fazer algo  diferente das tradicionais campanhas do segmento.
A ideia de confundir o público, entretanto, não é nova, e foi usada desta exata maneira há pouco tempo, em um comercial de Marc Jacobs.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Como fazer amigos? Basta ser canadense







Canadenses geralmente já são adorados mundo afora, por serem considerados um povo muito de boa. Daí a cerveja Molson Canadian deu um jeito de transformar os caras em heróis longe de casa, e de quebra ainda ganhar um monte de amigos pelo mundo. Tudo isso usando geladeiras, cervejas e a nacionalidade canadense – o que incluiu a retomada do slogan “I am Canadian” de uma forma muito esperta.

A ideia foi espalhar refrigeradores lotados de Molson Canadian por cidades e regiões turísticas da Europa, como Londres, Bruxelas e norte da França. Trancada, apenas uma chave poderia abrir a geladeira: um passaporte canadense. Conforme ia juntando gente, a pergunta: “alguém aí é canadense?” Quem respondesse positivamente, levava na hora a cerveja, os amigos e a festa em torno disso tudo.

De certa maneira, a ação se propõe a reforçar o orgulho de ser canadense – especialmente a alguns dias do Canada Day -, mostra como muitos deles sentem saudades de casa – o mais engraçado é um cara que comenta que está com saudades do Canadá (homesick) e nem é canadense – e ainda consegue divulgar o produto de uma forma divertida e envolvente. Por outro lado, fica difícil não considerar a hipótese que os canadenses que aparecem para abrir o refrigerador estavam lá para isso mesmo.

No vídeo abaixo, você pode ver os bastidores de como a geladeira da Molson Canadian foi construída.

A campanha é da Rethink Communications.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

‘Vem Pra Rua’ da Fiat sai do ar após virar tema de protestos




SÃO PAULO – A Fiat vai tirar do ar a campanha promocional criada para a Copa das Confederações. A empresa chegou a avaliar a possibilidade de mudar o slogan da campanha, mas anunciou na noite desta segunda-feira, 17, que a campanha se encerra no próximo sábado, ‘conforme programação original’.
A Fiat garante que o fim da campanha não foi antecipado. “Toda campanha tem data para começar e para terminar”, garantiu a assessoria de imprensa, diante da repercussão da notícia nas redes sociais após a divulgação pelo blog Radar da Propaganda, do Portal Economia & Negócios do Estadão.
A empresa garante que a campanha promocional vai continuar até as Olimpíadas de 2016, mas com outra trilha sonora. A primeira fase, com a música ‘Vem Pra Rua’, estava programada para terminar no próximo sábado, garantiu a empresa.
A campanha estava indo bem para a montadora, com uma música animada criada pelo compositor Falcão, do grupo ‘O Rappa’, destinada a convocar a torcida brasileira para ir às ruas torcer pelo Brasil. O refrão chama o povo para a rua, “porque a rua é a maior arquibancada do Brasil”.
O problema é que a letra casou perfeitamente com o movimento contra o aumento das tarifas de ônibus, que também convoca as pessoas para ir às ruas. A fábrica, segundo fontes, chegou a estudar a alternativa de trocar o slogan ‘Vem Pra Rua’ por ‘A maior torcida do Brasil’.
Uma montagem divulgada na internet, na noite de sexta-feira, transformou a canção em trilha sonora para uma montagem com imagens dos protestos violentamente reprimidos pela tropa de choque da Polícia Militar em São Paulo, na quinta-feira, 13. A montagem já tem mais de 170 mil vizualizações em três dias.
Em comunicado oficial, a Fiat informou que a campanha ‘Vem Pra Rua’ foi elaborada para “com foco único e exclusivo na Copa e na alegria e paixão que o futebol desperta nos brasileiros”.
Segundo a montadora, a campanha “se insere em uma ampla plataforma de comunicação para celebrar os muitos momentos esportivos que o Brasil vive no presente e nos próximos anos”.
Por fim a Fiat diz que “essa fase da campanha, planejada para a Copa das Confederações, encerra-se nos próximos dias, conforme programação original”.
A música procurava emocionar os torcedores com imagens de festa nas ruas e imagens de duas das grandes paixões nacionais, o automóvel e o futebol.
Desde o último fim de semana, porém, a música se transformou em uma versão moderna da música de Geraldo Vandré,’Pra Não Dizer que Não Falei das Flores’, que nos anos 60 e 70 também convocava a população para ir às ruas com o refrão ‘vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Nos protestos em todo o País, muitos jovens cantam a música de Falcão e até carregam cartazes com a palavra de ordem ‘vem pra Rua’, usada também para conectar fotos e vídeos nas redes sociais, como palavra-chave. Veja abaixo a versão original da campanha da Fiat.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Tema de campanha da Fiat vira trilha sonora de manifestantes



 reportagem de Ana Paula Hinz - Mundo do Marketing.

A Fiat acabou se associando indiretamente aos recentes protestos promovidos por estudantes e partidos de esquerda contra o aumento das passagens de ônibus. Um vídeo editado com cenas dos protestos em São Paulo utiliza a música “Vem pra Rua”, de uma campanha da montadora, e está gerando repercussão na web. No refrão, canta-se “vem vamo pra rua, pode vir que a festa é sua, que o Brasil vai tá gigante, grande como nunca se viu” e a marca usa também a hashtag #vemprarua, como parte de suas ações para a Copa das Confederações 2013.

Procurada pela reportagem do Mundo do Marketing, a marca informou não ter qualquer posicionamento a respeito do vídeo promovido na web e que todas as ações ligadas à campanha até o momento prosseguem normalmente. Nos comentários postados nas redes sociais, as opiniões se dividem: enquanto alguns internautas pedem que a empresa apoie o movimento, outras duvidam dos benefícios entre a associação da montadora com uma causa política.

Em um momento em que marcas são mais cobradas por um posicionamento que vá além de questões puramente mercadológicas, é preciso entender como isso impacta em seus públicos de interesse antes de tomar uma decisão. "Este é o primeiro passo para iniciarmos uma crise de comunicação. Se não acompanharmos como as pessoas estão reagindo a isso, fica difícil tomar qualquer tipo de solução. As marcas já entendem que ignorar a opinião pública pode ser muito prejudicial. Esta não se comporta como consumidor e monta uma imagem da empresa a partir de fragmentos. Logo, a opinião pública não faz análise: ela julga, se une e se manifesta. Para as empresas, trabalhar no mercado não é mais dialogar apenas com o seu consumidor, mas com outros stakeholders, incluindo a opinião pública", explica Eduardo França, Professor da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

As empresas que monitorarem a opinião pública e entenderem como isso impacta os seus públicos-alvo poderão se posicionar com mais segurança. "As marcas devem estar atentas a isso. Quando o Zeca Pagodinho rompeu o contrato com a Nova Schin e voltou para a Brahma, fizemos uma pesquisa na ESPM que mostrou que boa parte do público não se incomodou. O que poderia ser um voto a favor da Nova Schin, na verdade não foi, pois a opinião pública não ficou incomodada com a suposta traição", lembra Eduardo França.

Em relação ao posicionamento político das marcas, o professor da ESPM acredita ser um movimento inevitável, como já foi visto em outros países. "As marcas que se colocarem ao lado da sociedade sairão ganhando. Claro que é uma decisão forte, por isso é fundamental monitorar como as pessoas estão reagindo, e como isso influencia os públicos de relacionamento do negócio. Sem este monitoramento fica difícil pensar estrategicamente em qualquer situação", argumenta França, em entrevista ao portal. Assista ao vídeo abaixo:




terça-feira, 11 de junho de 2013

Pegadinha da Adobe faz Photoshop ao vivo no ponto de ônibus



Você está parado no ponto de ônibus e, rapidamente, sem nenhum aviso, aparece estampado na publicidade ao lado. Em Estocolmo, uma ação da Adobe para mover o seu Creative Day, fez exatamente isso.

A pegadinha de Photoshop ao vivo envolvia uma van com fotógrafo escondido e Erik Johansson manipulando as fotos na hora para serem exibidas no ponto de ônibus.

Com quase 10 milhões de views, a ação já se tornou um hit online. Criação da agência sueca Abby Norm.